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Como otimizar o chão de fábrica utilizando MES?

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Como otimizar o chão de fábrica utilizando MES?

Alguém tem dúvidas que ao organizar um processo produtivo que haverá a necessidade de um sistema MES (Manufacturing Execution Systemque concentre as informações da manufatura de modo a suportar ações que visem melhorar a produtividade, a qualidade e a disponibilidade?

Ao organizar um processo produtivo, fatalmente se passará pela adoção de um sistema de controle de produção MES e fugir disso é, em certo nível, postergar o inevitável.

Mas qual a razão, tão enfática, de que um processo produtivo organizado utiliza MES?

Simples, a busca por melhoria contínua em produtividade, qualidade e disponibilidade passa, de maneira mais genérica, por 3 etapas cíclicas bem definidas:

  1. Entender o processo
  2. Mapear as ineficiências
  3. Tomar ações.

Sendo que as 2 primeiras etapas (“Entender o processo” e “Mapear as ineficiências”) são muito dependentes de informação. Tomar ações sem as mesmas é executar ações guiadas por um “achismo” que pode dar resultado, se embasado em uma larga experiência, mas o mais comum é desperdiçar recursos e não ser sustentável, uma vez que há que se lembrar que a “larga experiência” pode não estar disponível sempre para direcionar ações.

Para aqueles que optam por entender o processo e mapear as ineficiências, enquanto há muito “mato alto”, isto é, problemas gritantes, ter esta informação em papel e planilhas não é um problema. Mas a partir de determinado momento, principalmente para os que buscam uma excelência operacional, há que se utilizar um sistema MES para suportar o controle e a busca pela excelência operacional.

E qual seria o momento para buscar implantar o sistema MES?

A partir do momento que se quer atingir um dos 6 objetivos** abaixo, entendo que seja o momento de se utilizar um sistema MES para suportar a operação.

  • Objetivo 1 – Digitalização: Eliminação de papel e planilhas, concentrando os dados de produção em um formato único e padrão pela empresa

 

  • Objetivo 2 – Conectividade: Tomada da informação de produção direto das máquinas, contagem, paradas programadas e não programadas.

 

  • Objetivo 3 – Visibilidade: Transformar os dados de producão em informação para tomada de decisão e que esta esteja online e visível à todos na fábrica

 

  • Objetivo 4 – Transparência: Mostrar o impacto das ações e a evolução do processo através de poucos e bons indicadores

 

  • Objetivo 5 – Predição: Prever durante os turnos se as metas serão obtidas e se antecipar aos eventos de ineficiência

 

  • Objetivo 6 – Adaptabilidade: Tomar ações para eventos de ineficiência que forem identificados antecipadamente de maneira a não deixar que os mesmos ocorram ou, se ocorrerem, que as ações de correção sejam tomadas no menor tempo possível mitigando impactos negativos

 

Veja que este objetivos se complementam e são como uma escada, cada um dos 6 objetivos coloca o processo produtivo em um patamar mais alto, e o processo passa a ser “Guiado pela informação*” ao invés de “Guiado pelo achismo”.

 

Industry 40 - Maturity Index - MES Etapas

Industry 40 – Maturity Index – MES Etapas

 

Em um processo “Guiado pela informação” é possível dizer exatamente como o MES ajuda, na prática, a otimizar o chão de em 3 âmbitos:

1 – Nas operações de produção e de manufatura

  • Controlando constantemente o estado da produção e validando se os objetivos estão sendo atingidos
  • Endereçando as ineficiências identificadas para as àreas corretas
    • Ineficiências de performance são endereçadas ao time de produção e logística
    • Perdas de qualidade são endereçadas ao time de qualidade
    • Indisponibilidades são endereçadas ao time de manutenção
  •  Alertando sobre problemas que impactarão as metas, não deixando perder o turno antes que o mesmo acabe
  • Registrando os problemas de qualidade

2 – No planejamento da manufatura

  • Informação em tempo real apoiando o processo de tomada de decisão
  • Ajudando a organizar e otimizar a utilização dos recursos produtivos
  • Deixando mais claras as ineficiências e possibilitando eliminar as mesmas
  • Subsidiando sistemas de planejamento com informação da execução das ordens/produção

3 – Na performance financeira corporativa

  • Evitando, ou identificando rapidamente, surtos de problemas de qualidade
  • Gerando uma redução nos custos de produção e evitando atrasos com custos extras
    • Redução de estoques em processo (WIP)
    • Redução de tempos de ciclo
    • Redução da quantidade de itens retrabalhados
    • Redução com perdas por refugo e sucata
  • Melhorar o “market share” devido aos ganhos em performance produtiva
  • Melhorando o serviço ao consumidor com
    • Entregas no prazo
    • Processos e produtos rastreáveis
    • Qualidade assegurada
    • Flexibilidade para responder às demandas de clientes através de uma manufatura mais ágil

 

Há como conceber uma processo produtivo dito organizado, com as características listadas acima, sem nenhum tipo de sistema suportando o mesmo? Então para quê brigar com o inevitável? O melhor é drenar esta energia para entender durante o processo de organização quais os momentos corretos de dar os passos adiante.

 

“Uma longa caminhada começa com um primeiro passo” – Lao Tsé

 

Na sua empresa já há um sistema de controle MES  para o chão de fábrica? Conte para a gente nos comentários sobre a sua experiência!

Se você tem interesse em implementar um sistema MES alinhado à indústria 4.0, entre em contato com a HarboR! Temos um dos melhores sistemas de MES , o livemes!

* Termo cunhado no famoso artigo da MESA International – White Paper Number 1 – The Benefits of MES:A Report from the Field

**Objetivos baseados no modelo de maturidade no artigo Industrie 4.0 Maturity Index – Fonte: Managing the Digital Transformation of Companies – ACATECH

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O autor é formado em Ciências da Computação pela UFSC onde também cursou mestrado. Trabalha desde 2002 na HarboR Informática Industrial, empresa que desenvolve soluções para controle de produção e controle de qualidade. Neste período atuou em mais de 100 projetos de controle de produção e controle de qualidade para indústrias de todos os portes do Brasil e de outros países como Canadá, Estados Unidos, México, Colômbia, Chile, Uruguai, França, Itália, Eslováquia e China. É também co-fundador e atual presidente do grupo Vertical Manufatura da Acate, um grupo que aproxima empresas de tecnologia e indústria de manufatura para discutir e desenvolver soluções que visam a diminuição de custos, aumento de qualidade e produtividade, assim como o cumprimento de normas legais e diminuição de recalls. Confira o perfil completo no LinkedIn.

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