HarboR Informática Industrial Ltda.
info@harbor.com.br
+55 (48) 3333-2249

Descubra quando um alarme no Gráfico indica algo positivo

Blog

Descubra quando um alarme no Gráfico indica algo positivo

Espalhe a ideia!Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Um alarme no Gráfico de Controle pode indicar uma melhoria!
Calma, essa afirmação não é nenhuma nova metodologia que vai contra tudo que você já aprendeu sobre Controle Estatístico de Processos, mas sim um destaque para uma regra estatística que nem sempre recebe a devida atenção: 15 pontos consecutivos na zona C.
Lembrando que:
  • Zona C = Distância entre Média ± 1σx
  • Zona B = Distância entre ±1σe ± 2σ
  • Zona A = Distância entre ±2σe ± 3σ

Se os pontos estão próximos da linha central e com pouquíssima variação, o processo não estaria ótimo?

A resposta é SIM, estaria ótimo!  Mas então, por que  o comportamento de 15 pontos consecutivos na zona C é considerado um alarme indicando que o processo está fora de Controle Estatístico? 
Vamos discutir isso a partir do exemplo abaixo:
GRÁFICO 1:
Mesmo sem saber a qual processo os dados pertence, mas considerando a aplicação dos Fundamentos dos Gráficos de Controle para a realização das amostragens, podemos chegar a algumas conclusões para este Gráfico que possui 63 pontos:
  • LC (média do processo) =  2.7522
  • LSC = 2.7547
  • LIC = 2.7497
  • Amplitude média (LC do gráfico MR) = 0.0009
  • O processo esta sob Controle Estatístico pois não foi observado nenhum valor fora dos limites de controle e nenhum outra regra foi alcançada.
Continuando as amostragens e plotando mais 19 pontos no Gráfico 1, obtemos o Gráfico 2:
 GRÁFICO 2:
E agora, o processo ainda pode ser considerado sob Controle Estatístico?
Bom, o que ninguém pode negar é que o processo melhorou, pois os novos pontos estão caindo mais próximos da linha central. 
Mas voltando a pergunta, o processo ainda está sob controle estatístico?
 
No CEP, consideramos que o processo está sob controle estatístico quando a variação observada é fruto apenas de causas aleatórias, sendo o Gráfico de Controle uma ferramenta eficaz para nos auxiliar neste julgamento.
A cada ponto que medimos e plotamos, estamos na verdade perguntando para o Gráfico o seguinte:
Posso considerar que o meu processo está sob controle, ou seja, continua produzindo com a mesma média e desvio padrão conhecidos?
Quando os pontos variam dentro dos limites de controle aleatoriamente conforme as probabilidades de cada zona, o Gráfico está respondendo: SIM, pode considerar o seu processo sob controle.
Agora observe novamente o Gráfico 2 e responda o seguinte: O processo continua com a mesma média e desvio padrão? A média se manteve, porém o desvio padrão diminuiu. Não é verdade? 
 
Partindo do princípio que um alarme no Gráfico de Controle é uma forte indicação de que uma causa especial está atuando sobre o processo, temos como tratativa investigar o processo para eliminar a causa a fim de “trazer” o processo novamente para a condição sob controle.
 
Mas no caso do Gráfico 2, o alarme é uma indicação de algo POSITIVO, pois conforme o histórico do processo, era esperado que os pontos variassem aleatoriamente entre os limites de controles, porém eles estão variando muito pouco!! Portanto, ocorreu alguma causa que fez com que a variação diminuísse muito.
 
  • Neste exemplo, a regra de 15 pontos consecutivos variando na zona C, NÃO é para dizer:

“Ei! Seu processo não está bom, pois ele esta variando pouco” (não faz sentido né?). 

  • Em vez disso, ela quer nos dizer:  

“Ei! Seu processo está ótimo!! A variação diminuiu muito! Algo aconteceu que manteve a média conhecida, porém diminuiu drasticamente a variabilidade. Então pare o que está fazendo e vá investigar qual foi a causa especial que atuou sobre o processo para que possamos mantê-la“.

 
 Se for possível fazer com que a causa especial que diminuiu a variabilidade seja incorporada ao processo, então o processo já não será o mesmo de quando os limites de controle foram definidos. Ou seja, esta regra também é um indicativo de que os limites de controle podem ser recalculados.
No Gráfico 3 temos os mesmos dados do Gráfico 2, porém recalculamos os limites de controle apenas com os pontos após a causa especial. 

GRÁFICO 3:

alarme no Gráfico de Controle pode indicar uma melhoria
Para visualizar melhor os novos limites, no Gráfico 4 estão sendo exibidos apenas os pontos após a causa especial.
GRÁFICO 4:
Perceba como alteraram algumas estatísticas:
  • LC (média do processo) =  era 2.7522 e agora é 2.7522 (se manteve)
  • LSC = era  2.7547 e agora é 2.7530
  • LIC = 2.7497 e agora é 2.7515
  • Amplitude média (LC do gráfico MR) = era 0.0009 e agora é 0.0003
 
CONCLUINDO, podemos dizer que a regra de 15 pontos consecutivos na zona C é muito valiosa*, já que pode identificar que alguma melhoria ocorreu no processo. 
*Neste exemplo, usamos a abordagem de que a causa especial foi uma indicação de algo positivo, porém, nem sempre é assim. Pode-se, por exemplo, ter um equipamento de medição descalibrado ocasionando medições com pouca precisão, o que é algo negativo, mas que precisa também ser identificado o mais rápido possível. 

 

Você também pode gostar de ler:

Espalhe a ideia!Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Índices de CapacidadeSaiba tudo sobre Cp, Cpk, Pp e Ppk